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quarta-feira, 23 de abril de 2008

O namoro



Todos na vida passamos por experiências que nos marcam. Mas, existe uma que é sempre especial. Traz com ela milhares de novas sensações e descobertas. Vem envolvida de “magia”.
Namorar alguém ... Espere aí!!”Alguém” não! Porque se é namorado a importância do cargo é grande para uma designação tão fraca. Reformulando, namorar é uma “arte”. Viver ao lado da pessoa amada os mais diversos momentos exige estudo e engajamento. O que não é muito difícil, posto que não faz mal para ninguém mergulhar de cabeça e coração em uma relação. Os jovens tem uma forte tendência a exagerar na profundidade. Mas isso é ruim? A cautela não se encaixa muito bem nesse quadro de atitudes sintomáticas da paixão. E é aí que cabelos perdem a cor e caem das cabeças de pais preocupados.

Quanto atingimos uma certa idade, vamos nos tornando medrosos. E, por medo, não vivemos com a intensidade que poderíamos. Já não se enxerga tanta beleza na relação. E, a principal desculpa, é a de que com o tempo percebe – se que a vida não é um “mar de rosas”. Aos desavisados, vou contar um segredo: somos nós quem enchemos o “mar de rosas”. Namorar só agiliza.

O namoro é complexo? Talvez, já que nele soma – se querer, carinho, dedicação; divide –se atenção, paciência, e outras tantas operações matemáticas ilógicas, sendo que ao dividir tem – se um produto maior que os fatores. Mas, o que seria da vida sem desafios???
Estava em casa num desses domingos à tarde em que os minutos parecem eternos. Foi quando escutei minha mãe me chamar na sala de tv. Chegando perto do cômodo comecei a escutar uma voz grave e bem afinada que estava cantando uma moda sertaneja. Essa voz era acompanhada por uma viola extremamente bem tocada. Qual não foi a minha surpresa ao adentrar a sala e me deparar com...

Demorei aproximadamente uns cinco minutos para reunir as idéias e deixar aquela imagem fazer sentido. Simplesmente não conseguia acreditar que todo aquele vozeirão saia de uma garganta tão jovem, nem que aquele repique tinha origem em dedos tão novos. Assisti a todo o DVD estarrecida. Vi não só Mayck cantar, como decalmar maravilhosamente. Lyan não deixou por menos quando esteve só no palco. Os garotos parecem ter nascido prontos.

Tão jovens e já muito conscientes do talento gigante que possuem, esses dois irmãos conquiataram o coração de todos. Pelo menos por aqui, a opinião é unanime... Eles são exelentes!!!!

Aos amantes da música sertaneja de raíz e, principalmente, da boa música, fica a dica!!!!


segunda-feira, 31 de março de 2008

Pingo d'água

Havia 6 meses que seus olhos esquadrinhavam os céus à procura de um pequeno sinal. Tinha prometido a santa que ficava no altar da sala, levaria o primeiro pingo d'água para ela se a chuva chegasse a tempo de salvar o gado e plantação.



Já começava a perder as esperanças, talvez sua fé não fosse tão grande quanto acreditava. Desejou tantas vezes ouvir o som de trovões, sentir o vento frio da chuva, o cheiro de terra molhada, que quando o céu se fechou em nuvens negras e os relâmpagos iluminaram tudo, achou que estivesse sonhando acordado.
Começou a chover forte lá fora. As primeiras gotas levantaram a poeira do chão seco. As pessoas correram para a rua, pulavam e gritavam banhando - se. Celebravam o retorno da vida. Algumas mulheres foram logo buscar seus baldes e os colocaram para encher. A alegria tomava conta de todos.
De sua varanda ele apenas observava, silenciosamente. Foi até a cozinha e pegou um pires. Finalmente cumpriria sua promessa. Ao colocar o pires sobre o altar, lá estavam três pingos d'água: um era da chuva, dois haviam caido de seu olhar...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Noiva em fuga


Ela não devia estar ali, não queria estar. Mal conhecia aquela figura alta e de expressão fechada que agora olhava fixamente para ela do altar. Sabia que estava fazendo aquilo porque era certo, mas não era a sua vontade. Sempre tão correta, fazia o que todos esperavam e julgavam de bom tom. Mas condenar toda uma vida só porque os outros achavam que ela devia não lhe parecia nada justo. Pensava na felicidade que estava proporcionando aos pais, no exemplo que seria para sua irmã. E por um minuto condenou - se egoísta e fraca. Mais alguns passos e a maior proximidade com seu futuro sem amor a fez estremecer. Amor! Tinha se condicionado a nem mesmo pensar nesta palavra, pois sabia que as lembranças não a deixariam continuar. Saira - se bem, até agora. Uma profusão de imagens percorreu sua mente, ela parou no meio do corredor. As pessoas a olharam assustadas, enquanto ela olhava nos olhos daquele homem parado alguns metros a sua frente.



- Por favor, desculpe - me! - sussurrou.



Ele simplesmente deviou o olhar. Abandonando o buquê, ela ergueu a saia do vestido e saiu correndo da igreja. O automóvel de seu pai estava parado logo na porta e ao avistá - lo ela já sabia o que fazer. Quando contornou a praça, antes de virar na rua lateral, viu seu pai amparar sua mãe que acabara de desmaiar. Ouviu pessoas gritarem seu nome em meio a palavras de reprovação. Apenas o ex - noivo parado no degrau mais alto da escadaria parecia não participar da indignação geral. Talvez agora, também ele pudesse ficar com quem verdadeiramente amava. Quando alcançou a estrada, sua consciência estava tranquila, ela sabia que tinha libertado duas almas.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Irmãozinho

Irmãozinho! Será meu companheiro de postagens a partir de agora. Vamos ver onde vai dar mais essa parceria!