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segunda-feira, 31 de março de 2008

Pingo d'água

Havia 6 meses que seus olhos esquadrinhavam os céus à procura de um pequeno sinal. Tinha prometido a santa que ficava no altar da sala, levaria o primeiro pingo d'água para ela se a chuva chegasse a tempo de salvar o gado e plantação.



Já começava a perder as esperanças, talvez sua fé não fosse tão grande quanto acreditava. Desejou tantas vezes ouvir o som de trovões, sentir o vento frio da chuva, o cheiro de terra molhada, que quando o céu se fechou em nuvens negras e os relâmpagos iluminaram tudo, achou que estivesse sonhando acordado.
Começou a chover forte lá fora. As primeiras gotas levantaram a poeira do chão seco. As pessoas correram para a rua, pulavam e gritavam banhando - se. Celebravam o retorno da vida. Algumas mulheres foram logo buscar seus baldes e os colocaram para encher. A alegria tomava conta de todos.
De sua varanda ele apenas observava, silenciosamente. Foi até a cozinha e pegou um pires. Finalmente cumpriria sua promessa. Ao colocar o pires sobre o altar, lá estavam três pingos d'água: um era da chuva, dois haviam caido de seu olhar...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Noiva em fuga


Ela não devia estar ali, não queria estar. Mal conhecia aquela figura alta e de expressão fechada que agora olhava fixamente para ela do altar. Sabia que estava fazendo aquilo porque era certo, mas não era a sua vontade. Sempre tão correta, fazia o que todos esperavam e julgavam de bom tom. Mas condenar toda uma vida só porque os outros achavam que ela devia não lhe parecia nada justo. Pensava na felicidade que estava proporcionando aos pais, no exemplo que seria para sua irmã. E por um minuto condenou - se egoísta e fraca. Mais alguns passos e a maior proximidade com seu futuro sem amor a fez estremecer. Amor! Tinha se condicionado a nem mesmo pensar nesta palavra, pois sabia que as lembranças não a deixariam continuar. Saira - se bem, até agora. Uma profusão de imagens percorreu sua mente, ela parou no meio do corredor. As pessoas a olharam assustadas, enquanto ela olhava nos olhos daquele homem parado alguns metros a sua frente.



- Por favor, desculpe - me! - sussurrou.



Ele simplesmente deviou o olhar. Abandonando o buquê, ela ergueu a saia do vestido e saiu correndo da igreja. O automóvel de seu pai estava parado logo na porta e ao avistá - lo ela já sabia o que fazer. Quando contornou a praça, antes de virar na rua lateral, viu seu pai amparar sua mãe que acabara de desmaiar. Ouviu pessoas gritarem seu nome em meio a palavras de reprovação. Apenas o ex - noivo parado no degrau mais alto da escadaria parecia não participar da indignação geral. Talvez agora, também ele pudesse ficar com quem verdadeiramente amava. Quando alcançou a estrada, sua consciência estava tranquila, ela sabia que tinha libertado duas almas.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Irmãozinho

Irmãozinho! Será meu companheiro de postagens a partir de agora. Vamos ver onde vai dar mais essa parceria!

Oie



Bom... Considerem isso uma apresentação!

Dia bem feliz esse aqui ao lado. Acho que ele me descreve bastante também... Amigos reunidos, muita bagunça, um pouco de fofoca e claro muita diversão.

A partir de hoje quero passar por aqui sempre que puder para compartilhar com vocês um pouco da minha vida, do que eu penso sobre esse mundo maluco e as coisas que acontecem nele.

Estranho pensar que até outro dia eu nem sabia o que era um blog... Agora estou curtindo pra caramba essa história de escrever, postar, ser lida então... Acho que devo dizer: Obrigado curso de Jornal!!!!