
[...]É importante recapitularmos sempre, que nunca a chamada "barbárie" das selvas, nem o despotismo e a tirania orientais, em suas formas mais drásticas alcançaram a ferocidade de nosso século XX. Nazistas queimaram livros científicos e literários para a "proteção da nação" e do Estado. A relação de livros judeus proibidos pela Gestalpo chegou à 12 400 livros, de 149 autores.[...]
Para os nazistas, os judeus tinham de ser eliminados pois eram responsáveis pelas ruínas dos fundamentos da sociedade tradicional. Os judeus eram traficantes do imaginário, que introdiziam a diferença e a diversidade. Hitler dizia que a "consciência" era uma invenção judaica.[...]
[...]Não é por simples coincidência que muitos intelectuais e pensadores, que puseram em dúvida valores da nossa civilização ocidental, abrindo novas frentes para a ciência e a sociedade, eram judeus: Freud, Einstein, Wittgenstein, Adorno, Benjamin, Kafka. O último deles, mostrou-nos que o homem vive mergulhado na opressão, como um prisioneiro, perambulando por um labirinto sem saída.
Toda história é a história dos opressores, que para dominarem necessitam limitar a palavra crítica. Mas, como diz Walter Benjamin, há necessidade de uma outra escrita da história. Se Aufklang abriu para os homens um caminho crítico, hoje se exige uma palavra que subverta o discurso e o transforme em uma escrita, ao mesmo tempo destruidora e salvadora. Para Benjamin, a escritura da história, ligada a uma prática transformadora, é ao mesmo tempo redentora e revolucionária. A narrativa tem importância na constituição do sujeito. E isso leva a uma questão crucial de nosso tempo, a responsabilidade da mídia. Nada é tão desestabilizador para uma sociedade como a distorção da realidade, que muitas vezes é transmitida pela mídia.
A liberdade de expressão não é uma opção mas um direito humano fundamental, e consta no artigo 19 da Declaração dos Direitos Humanos: "Cada indivíduo tem o direito à liberdade de opinião e de expressão, o direito à liberdade de ter opiniões sem interferência e procurar receber informações e idéias de qualquer mídia e de qualquer fronteira". Contudo, a defesa da liberdade requer constante alerta. Quais os limites da liberdade de expressão? Quando os alemães pregavam, nos jardins públicos de Berlim, seus discursos contra os judeus que levariam ao Holocausto, deveriam ser proibidos?
[...]Fica o dilema: até onde vão os limites de nossa liberdade de expressão? Sem esquecer as paalvras de Walter Benjamin: aniquilar o Homem é privá-lo tando de comida quanto de palavra.
(Anita Novinsky - Os regimes totalitários e a sensura, 1997)
Um comentário:
a motivação principal do massacre aos judeus foi o dinheiro tao necessario pra se fazer guerra, mas tudo bem
adprei esse post.
bjussssssss
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